| ATENÇÃO: Produtos sem stock (0 unidades) são importados do Brasil (prazo até 60 dias). Consulte o stock disponível na página do produto. |
O mito nazista de Philippe Lacoue-Labarthe e Jean-Luc Nancy contém uma pesquisa sobre a ideologia nazista, cujo núcleo é localizado no racismo. A base dessa ideologia foi a ?identificação mítica?: ?o mito, como a obra de arte que o explora, é um instrumento de identificação. Ele é mesmo o instrumento mimético por excelência?, escrevem os autores. Esse mimetismo, exige certos tipos (modelos) que devem garantir a construção da identidade. No caso da Alemanha essa construção se deu em oposição às nações ?já formadas? como a França e a Itália (apesar de sua unificação tardia). O específico da Alemanha consistiu, segundo os autores, na sua identificação com uma Grécia mítica/mística que teria sido ?descoberta? por autores alemães no final do século XVIII (em oposição à Grécia ?clássica? italiana e francesa) e apresentada como o tipo a ser imitado. É claro que Lacoue-Labarthe e Nancy são extremamente cuidadosos ao apresentar essa tese: para eles o nazismo não deve ser simplesmente identificado com as obras de Kant, Fichte, Hölderlin ou Nietzsche (todos pensadores solicitados pelo nazismo) ou mesmo com o músico Wagner, assim como o Gulag não está em Hegel ou em Marx.